O que aprendi na primeira semana praticando piano

#Piano #Diário

Acabei de completar a primeira semana de prática por conta própria. Sinto que consegui aprender bastante coisa nesses poucos dias e já consigo notar uma evolução. Aliás, apenas nessa semana sinto que já evoluí mais do que o ano passado inteiro. Como expliquei na postagem anterior – Aprendendo piano sozinho –, eu não estava seguindo nenhuma metodologia e isso era péssimo.

Vou detalhar aqui neste artigo o que aprendi nessa semana, destacando os pontos que considero mais importantes. Eu já tinha estudado o básico de teoria musical, como o básico de notação musical e leitura de partitura. Por isso estou pulando essa parte básica.

A propósito, o Alfred’s adult basic piano course level 1 não aborda esse tema tão detalhadamente. Então, se você ainda não sabe nada sobre partituras, não sabe ler ou identificar os símbolos nela, recomendo fortemente estudar pelo livro Alfred’s essentials of music theory. Se você não quiser ir pelo livro, também tem milhares de vídeos no YouTube ensinando isso. E também muito conteúdo bom e gratuito pela internet, é só dar uma pesquisada. Googlar algo do tipo “como ler uma partitura” já vai te ajudar.

Intervalos

Intervalos para mim sempre foi um assunto besta. Sempre pensei “por que as pessoas perdem tempo estudando isso?”. Na minha cabeça era um assunto extremamente óbvio. Agora, com um olhar um pouco mais cuidadoso, eu percebo a importância de saber intervalos.

Os intervalos podem ser de dois tipos, melódicos e harmônicos. Um intervalo é melódico quando as notas são tocadas em tempos diferentes. É daí que vem a palavra melodia. A imagem abaixo são exemplos de dois intervalos melódicos:

Os intervalos são harmônicos quando as notas são tocadas juntas, ao mesmo tempo. Como na imagem abaixo:

Como as imagens mostram, os intervalos podem ser de 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e por aí vai. Mas qual a importância de saber isso? Falando bem na prática mesmo, entender os intervalos vai te permitir ler e tocar a partitura com mais fluidez.

Podemos notar que em intervalos pares, como de 2ª e 4ª, as notas estão sempre em linha-linha ou espaço-espaço. Já nos intervalos ímpares, as notas obedecem o padrão espaço-linha ou linha-espaço. Sabendo identificar esses padrões, fica muito mais fácil ler trechos de partitura, como esse abaixo:

Todas as notas estão em espaços, logo, são intervalos de 3ª (ímpares). Basta apenas pular uma nota e tocar a nota seguinte. Toca o Dó, pula o Ré, toca o Mi, pula o Fá e toca o Sol. Com a prática, esse conhecimento vai se tornando intuitivo. Você está ensinando seu cérebro a reconhecer esses padrões e ler cada vez mais rápido o que está escrito ali.

Não sei se consegui deixar a explicação muito clara. Qualquer coisa você pode me mandar um email com dúvidas ou sugestões e eu modifico esse parágrafo.

Acordes

Dó maior

Os método de ensino do Alfred é baseado em acordes e chegou, finalmente, a hora de aprendê-los. O primeiro é o mais óbvio e mais basicão, o acorde de Dó maior.

Notem que, sabendo intervalos, fica muito fácil ler os acordes. Na clave de Sol, todas as notas estão em linhas e, na clave de Fá, todas notas estão em espaços. Logo, os intervalos são de 3ª. Sabendo a primeira nota do acorde, o Dó, podemos facilmente localizar as demais, o Mi e o Sol.

G7

Depois foi a vez de aprender o acorde G7 que achei bem bizarro de início. Ele não me parece soar tão bem, mas com algumas músicas deu pra ver que até se encaixa. Na verdade, eu ainda não entendi direito como esse acorde é formado. Acredito que mais na frente, lendo o livro, vai chegar o momento de descobrir.

Mais uma vez, sabendo intervalos fica fácil ler o acorde G7. Vamos pela clave de Sol. A primeira nota, o Si, está num espaço e a segunda também está num espaço. Logo, é um intervalo de 5ª (ímpar). A quinta nota após o Si é o Fá. Intervalos de quinta são muito bons pois a própria mão (5 dedos) funciona como régua para medir a distância.

Lembrando que nos intervalos nós contamos as próprias notas. Si, Dó, Ré, Mi, Fá. São cinco notas, logo do Si pro Fá o intervalo é de 5ª.

Depois do Fá, a próxima nota está numa linha, logo em seguida. Portanto, é um intervalo de segunda e basta tocar a nota seguinte, o Sol.

Fá maior

E por último, o Fá maior. Um acorde bem fácil de transicionar do Dó maior, e vice-versa. Dá pra usar o mesmo raciocínio sobre intervalos harmônicos mas acho que vocês já entenderam.

Conclusão

É isto. Foi uma semana bastante produtiva – a quarentena está rendendo!. Estou gostando muito do livro do Alfred. Os exercícios são legais e bem selecionados. A progressão na dificuldade também não é tão lenta.

Próxima semana acredito que já vou postar a primeira música que aprendi. Ainda estou praticando ela mas até a postagem seguinte já devo ter aprendido. Também vou fazer uma postagem detalhando melhor como está sendo a rotina diária de práticas. Até apróxima!

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